Igreja de Santa Maria Madalena e capela de Nossa Senhora de Montserrat
Sevilha, Espanha
A história
Na capela do Santíssimo da igreja da Magdalena, em Sevilha, estão duas telas que Francisco de Zurbarán, então com quase 30 anos, pintou em 1626 para os frades dominicanos donos deste edifício. Naquele ano ele assinou com o prior do convento de San Pablo um contrato para uma grande série de pinturas, uma de suas primeiras encomendas importantes. Uma mostra São Domingos em Soriano, a história de um retrato do santo que, segundo se conta, a própria Virgem levou a um frade na Calábria. A outra mostra o beato Reginaldo de Orléans, um clérigo gravemente doente, curado pela Virgem antes de entrar na ordem dominicana.
San Pablo foi um dos grandes conventos medievais de Sevilha, e Bartolomé de las Casas, o dominicano defensor dos povos indígenas das Américas, foi sagrado ali bispo de Chiapas em 1544. Depois dos estragos das cheias no início da década de 1690, a igreja foi reconstruída entre 1694 e 1709 por Leonardo de Figueroa, o arquiteto de boa parte da Sevilha barroca, e pouco depois o pintor Lucas Valdés cobriu suas abóbadas com afrescos de temas dominicanos.
A igreja só virou a Magdalena no século 19. Durante a ocupação francesa, a antiga igreja paroquial de Santa Maria Madalena foi demolida em 1811, e depois da supressão do convento a paróquia se instalou ali de vez. A pequena capela de Nossa Senhora de Montserrat, citada no nome completo, fica à parte, na calle Cristo del Calvario, no que antes era o pátio de entrada do convento.

