
A história
O Castelo de Chantilly, ao norte de Paris, foi legado à nação em 1897 por Henri d'Orléans, duque de Aumale, filho do último rei francês, sob uma condição rígida: as pinturas jamais poderiam deixar as paredes, e nada poderia ser reordenado. Assim o Museu Condé está congelado como ele o dispôs nos anos 1890, com as telas empilhadas moldura a moldura à maneira apinhada de um colecionador particular, e não espaçadas como faria uma galeria moderna.
O que ali está pendurado é a mais rica coleção de antigos mestres da França fora do Louvre. O duque comprou uma pequena rotunda de Rafaéis, um Piero di Cosimo, Poussin, e uma sala que construiu para dois painéis de Jean Fouquet.
Seu maior tesouro é mantido no escuro. As Très Riches Heures, o mais famoso manuscrito iluminado da Idade Média, pintado para o duque de Berry por volta de 1410 com seu calendário de camponeses e castelos, é frágil demais para ser exposto, de modo que os visitantes veem um fac-símile enquanto o original descansa na biblioteca. Por causa da cláusula que proíbe empréstimos, ele quase nunca viajou.
