
A história
Na colina de Petrov, em Brno, a poucos passos da catedral de São Pedro e São Paulo, a diocese mantém seu museu numa casa de cônego. O diretor aponta um único painel como a principal atração. A Madona de Veveří, uma Virgem com o Menino pintada a têmpera sobre madeira, foi feita na década de 1340 para uma igreja ao pé do castelo de Veveří, uma fortaleza real a noroeste da cidade. Os estudiosos costumam ligar seu pintor anônimo ao Mestre de Vyšší Brod, a principal oficina da Boêmia na época, e a obra está entre as mais belas pinturas góticas das terras tchecas.
Durante décadas o quadro pertenceu à Galeria Nacional de Praga, que o guardava desde 1958, e ao longo dos anos foi exibido em Paris e em Nova York. A paróquia de Veverská Bítýška, dona da igreja, foi à Justiça com base na lei de restituição de bens da Igreja e venceu. Em março de 2016 o painel viajou para Brno com escolta policial, em caixas acolchoadas, acompanhado pelo pároco e por restauradores, e ficou lacrado mais um dia para se aclimatar à sala antes de ser desembalado.
Está exposto aqui desde 16 de março de 2016 e hoje é o centro da exposição permanente do museu sobre a vida de Cristo, chamada Vita Christi.
