
A história
Quando as bombas alemãs caíram sobre Coventry em novembro de 1940, a nova galeria de arte da cidade não passava de um subsolo. O fabricante de máquinas-ferramenta Sir Alfred Herbert havia doado 100 mil libras para ela em 1938, a obra começou em 1939 e a guerra a interrompeu. Em maio de 1954 ele lançou de novo a pedra fundamental, acrescentou outras 100 mil libras, e o Herbert finalmente abriu em março de 1960, perto das ruínas da catedral medieval.
Essa vizinhança dá forma ao acervo. Quando o arquiteto Basil Spence projetou a nova catedral, pediu ao pintor Graham Sutherland uma enorme tapeçaria do Cristo em Glória para pendurar atrás do altar. Sutherland trabalhou nela por cerca de dez anos, e o Herbert guarda mais de 150 de seus estudos, entre eles os dois primeiros projetos da tapeçaria inteira, doados em 1964 por Lorde Iliffe, cuja família era dona do jornal local.
A lenda da cidade também está aqui. A Lady Godiva de John Collier, de 1897, mostra a nobre do século XI que, segundo a história, atravessou Coventry nua a cavalo para livrar seus habitantes de um imposto pesado, e é um dos quadros mais conhecidos do prédio. Outras salas tratam do passado operário de Coventry, inclusive da tecelagem de fitas de seda, que já foi um dos principais ofícios da cidade.
