
A história
No térreo do Kelvingrove está pendurado um Cristo que poucos esperavam encontrar numa galeria municipal: o Cristo de São João da Cruz, pintado por Salvador Dalí em 1951. A figura crucificada flutua num céu escuro acima de uma baía tranquila, vista de cima em forte perspectiva, sem cravos, sem sangue e sem coroa de espinhos. Glasgow o comprou em 1952 por 8.200 libras, uma quantia que revoltou os estudantes de arte locais, convictos de que o dinheiro deveria ter ido para pintores vivos. Em 1961 um visitante rasgou a tela, que foi cuidadosamente restaurada, e hoje ela atrai gente que vem por essa única pintura.
O edifício ao redor merece um olhar próprio. Foi inaugurado em 1901 em arenito vermelho e quente, com torres vagamente inspiradas em igrejas espanholas, e uma teimosa lenda local insiste que ele foi erguido de trás para frente e que o arquiteto se atirou de uma torre em desespero. Ele não o fez; o projeto simplesmente volta-se para o parque, e não para a rua.
Além do Dalí, o Kelvingrove reúne arte e história natural sob o mesmo teto, dos Glasgow Boys e dos antigos mestres holandeses a um caça Spitfire suspenso no alto, e continua de entrada gratuita.
Acervo
9 obras
A AnunciaçãoSandro Botticelli, 1490
Arranjo em cinza e preto n.º 2: Retrato de Thomas CarlyleJames McNeill Whistler, 1873
Virgem com o Menino e os santos Jerônimo e DoroteiaWorkshop of Titian, 1518
Retrato de George Villiers, 1º duque de BuckinghamPedro Paulo Rubens, 1625
Cristo e a mulher adúlteraTiciano, 1509
O caminho para o trabalhoJean-François Millet, 1850
Le Moulin de la GaletteVincent van Gogh, 1886
Homem em ArmaduraRembrandt, 1655
A toalha rosaHenri Matisse, 1924