
A história
Em 1864, durante a restauração do teto da pequena capela de Todos os Santos em Grenchen, perto de Soleura, apareceu um painel maltratado e roído pelo caruncho. Era uma Madona pintada em 1522 por Hans Holbein, o Jovem, que então trabalhava em Basileia. Hoje ela é o tesouro do Museu de Arte de Soleura. A Virgem está entronizada com o Menino, ladeada por são Martinho dando esmola a um mendigo e por são Urso, padroeiro da cidade, de armadura. Uma repintura grosseira pouco depois da descoberta cobriu grande parte dela, e só uma restauração em 1971 trouxe de volta o que restava da pintura de Holbein. O museu guarda também a Madona dos morangos, pintada cerca de um século antes por um mestre anônimo do Alto Reno.
O museu abriu em 1902, dividindo o prédio com uma coleção de história natural que se mudou por volta de 1980. Boa parte de sua arte moderna veio de dois irmãos de Soleura, os colecionadores Josef Müller e Gertrud Dübi-Müller, cujas fundações mantêm aqui suas obras, entre elas Cézanne, Hodler e Matisse.
Gertrud tinha cerca de 20 anos quando comprou o retrato de Trabuc, de Vincent van Gogh, o chefe dos vigilantes do asilo de Saint-Rémy, e ele se tornou a pedra fundamental de sua coleção. Peixes dourados, de Gustav Klimt, outro dos quadros mais conhecidos do museu, foi um presente do marido, Otto Dübi, provavelmente pelo noivado.

