Museu Mimara

Museu Mimara

Zagreb, Croácia · Site


A história

Em 1948, um colecionador e marchand de origem croata chamado Ante Topić Mimara apareceu no centro de coleta americano de Munique, onde obras confiscadas pelos nazistas eram separadas para devolução aos donos. Apresentando-se como representante da Iugoslávia, entregou uma lista de 166 objetos que, segundo ele, tinham sido levados de seu país, e em 1949 eles lhe foram entregues. Quando os americanos perceberam que as reivindicações não se sustentavam, o homem e os objetos já tinham sumido.

Esse episódio ainda paira sobre o museu que leva o nome dele. Mimara assinou em 1973 um acordo de doação com a Croácia, então parte da Iugoslávia, e o museu abriu em julho de 1987, poucos meses depois de sua morte, num grande prédio escolar neorrenascentista de 1895 na praça Roosevelt, no centro de Zagreb. O acervo tem mais de 3.700 objetos, de achados arqueológicos e vidro a arte asiática, escultura e pintura europeias. Na inauguração, críticos como Thomas Hoving, ex-diretor do Metropolitan Museum de Nova York, questionaram muitas das atribuições, e o museu sempre defendeu sua coleção. Hoving conhecia bem Mimara. Em 1963, ele tinha comprado dele, para o Met, a cruz de marfim entalhado conhecida como Cruz dos Claustros.

Entre as pinturas há um pequeno retrato que o museu atribui a Peter Paul Rubens, mostrando seu filho Nicolaas e datado por volta de 1636. Chegou com a doação original e está nas salas permanentes desde a abertura.

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Acervo

1 obra