A história
Em 2016 o museu de Giverny pediu ao público que comprasse uma flor. Por cinco euros qualquer pessoa podia pagar por uma margarida, ou até por uma única pétala, de um quadro de Gustave Caillebotte, pintor impressionista e jardineiro apaixonado. A obra era o seu Canteiro de margaridas, começado por volta de 1892 como decoração para a sala de jantar de sua casa em Petit-Gennevilliers e deixado inacabado quando ele morreu, em 1894. As partes mais bem conservadas sobrevivem como quatro painéis do mesmo tamanho, cobertos de margaridas de ponta a ponta, e a campanha, apoiada por mecenas públicos e privados, levou-os para o acervo.
Caillebotte era amigo próximo de Claude Monet e jardineiro como ele, e a casa e o jardim aquático de Monet ficam a poucos passos, descendo a rua da vila. O museu nasceu em 1992 como Museu de Arte Americana, fundado pelo empresário de Chicago Daniel Terra para mostrar os pintores americanos que afluíram a Giverny depois que Monet se instalou ali em 1883. Em 2009 tornou-se o Museu dos Impressionismos, com uma missão mais ampla, que abrange o impressionismo, suas raízes e seus ecos na arte posterior. O prédio baixo é encaixado na encosta e cercado de jardins.
O acervo próprio do museu ainda é jovem. Além das margaridas, há um Monet tardio de ninfeias com ramos de salgueiro, a vista da doca de Deauville pintada por Eugène Boudin em 1884 e um estudo de juventude de Port-en-Bessin por Paul Signac, doado ao museu em 2019.
