
A história
O núcleo do Museu de Belas Artes de Budapeste já foi um império particular de quadros. Os príncipes Esterházy, entre as famílias mais ricas das terras dos Habsburgo, passaram gerações comprando mestres antigos e, em 1865, sem dinheiro, venderam a coleção inteira ao Estado húngaro. Ela se tornou a base da galeria nacional de arte europeia que abriu neste edifício de colunas em 1906.
Sua glória é espanhola. O museu guarda um dos mais finos conjuntos de El Greco e de pintura espanhola fora da própria Espanha, ao lado da pequena e terna Madona Esterházy, de Rafael. Esse Rafael teve uma vida agitada. Numa noite de 1983 ladrões entraram no museu e levaram sete pinturas, entre elas a Madona e obras de Giorgione e Tintoretto. Em poucas semanas a polícia italiana os rastreou até um convento abandonado perto da cidade grega de Égio e recuperou cada uma delas.
O acervo vai das primeiras tábuas neerlandesas, passando por Dürer, até Goya, e o próprio edifício reabriu há alguns anos, depois de um longo restauro que devolveu seus salões dourados românicos e renascentistas.
Acervo
36 obras
Retrato de José Antonio, marquês de CaballeroFrancisco Goya, 1807
Retrato de Marcantonio Trevisan, Doge de VenezaTiciano, 1553
Retrato da senhora Ceán BermúdezFrancisco Goya, 1792
A Adoração dos PastoresBronzino, 1539
A batalha de VarnaJan Matejko, 1879
O Castelo de BlonayGustave Courbet, 1875
A Sagrada FamíliaFrancisco de Zurbarán, 1659
A Imaculada ConceiçãoFrancisco de Zurbarán, 1661
A nascente do Léri em ChassagneGustave Courbet, 1863
Virgem com o Menino e São PauloTiciano, 1540
A Comporta de DoloCanaletto, 1763