Museu Nacional da Dinamarca

Museu Nacional da Dinamarca

Copenhague, Dinamarca · Site


A história

Oito figuras em tamanho natural, pintadas no Brasil holandês no início da década de 1640, estão entre as peças mais inesperadas do Museu Nacional da Dinamarca. Quem as pintou foi o holandês Albert Eckhout, para Maurício de Nassau, governador da colônia holandesa no Nordeste do Brasil, que queria registrar seus povos, plantas e animais. Em 1654, ano em que os holandeses perderam o Brasil, Maurício de Nassau deu os quadros de presente ao rei Frederico III da Dinamarca, e eles entraram na Kunstkammer real, o gabinete de curiosidades do rei.

Esse gabinete, iniciado por volta de 1650, é uma das raízes do museu. A outra é uma comissão real criada em 1807 para proteger as antiguidades dinamarquesas. Seus achados foram organizados em idades da pedra, do bronze e do ferro por Christian Jürgensen Thomsen, que dirigiu o museu durante décadas no século XIX. Hoje as coleções ocupam o Palácio do Príncipe, antiga residência real no centro de Copenhague.

As figuras de Eckhout, entre elas uma mulher tupi carregando uma criança, pertencem hoje às coleções etnográficas do museu. No mesmo prédio está a pré-história da própria Dinamarca. Ali estão a Carruagem Solar de Trundholm, um cavalo de bronze puxando um disco dourado de um lado, o caldeirão de prata de Gundestrup, de por volta do século I a.C., e o caixão de carvalho da Moça de Egtved, uma jovem sepultada na Idade do Bronze cujas roupas se preservaram com ela.

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Acervo

1 obra