
A história
Em maio de 1962, poucas semanas antes de a Argélia conquistar a independência, mais de 300 pinturas foram retiradas discretamente deste museu sob escolta militar e enviadas ao Louvre, em Paris. As autoridades francesas temiam distúrbios, e uma estátua do acervo já tinha sido alvo de uma bomba. Obras de Monet, Delacroix e Courbet deixaram o país.
O novo Estado argelino queria as obras de volta e, nos anos seguintes, a maior parte do acervo europeu voltou a Argel, numa das primeiras grandes restituições da era pós-colonial. O museu reabriu como instituição nacional.
Hoje é um dos maiores museus de arte da África, numa encosta acima do Jardin d'Essai, o exuberante jardim botânico de Argel. Lá dentro, dá para passar da pintura francesa do século XIX à arte argelina e orientalista, e muitas dessas obras são justamente as telas que um dia fizeram a viagem de ida a Paris e de volta para casa.
