Museu Salar Jung

Museu Salar Jung

Hyderabad, Índia · Site


A história

Pouco antes de cada hora cheia, uma pequena multidão se forma numa sala do Museu Salar Jung, em Hyderabad. Todos esperam um relógio musical inglês da firma Cooke and Kelvey. Quando a hora chega, uma pequena figura de guardião sai e bate num gongo tantas vezes quantas forem as horas.

O relógio foi comprado por Mir Yousuf Ali Khan, Salar Jung III, que foi por pouco tempo primeiro-ministro do Estado de Hyderabad sob o nizam a partir de 1912. Durante cerca de 35 anos, ele gastou boa parte de sua renda em objetos de toda a Ásia e da Europa, ampliando o que seu avô, Salar Jung I, havia começado. Morreu em 1949 sem filhos, a coleção passou a um comitê e, em dezembro de 1951, abriu como museu em Dewan Devdi, o palácio da família. Em 1961, uma lei do Parlamento indiano a declarou instituição de importância nacional, e em 1968 o museu se mudou para o prédio atual, na margem sul do rio Musi.

Aqui o que importa é a variedade. Uma sala reúne punhais de jade da corte mogol, outras manuscritos persas, porcelana chinesa e móveis europeus. Na galeria de escultura está a Rebeca Velada, um mármore do escultor italiano Giovanni Maria Benzoni que Salar Jung I comprou em Roma em 1876, esculpido de modo que o véu parece transparente sobre o rosto. Entre as pinturas europeias está Bíblis, uma tela de 1884 do pintor acadêmico francês William-Adolphe Bouguereau, que mostra a jovem do mito grego que chorou até se transformar numa fonte.

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Acervo

1 obra