
A história
Ao entrar na antiga igreja de San Telmo, em San Sebastián, as paredes aparecem cobertas por onze enormes telas, pintadas em tons sépia sobre folha de ouro e de prata. O pintor catalão Josep Maria Sert as fez para a inauguração do museu neste edifício, em 1932, e elas narram episódios heroicos da história de Gipuzkoa, a província basca em torno da cidade. Na noite da inauguração, o compositor Manuel de Falla regeu ali um concerto.
O edifício nasceu como convento dominicano, construído entre 1544 e 1562 ao pé do monte Urgull, com o claustro situado, de modo incomum, na cabeceira da nave da igreja. Depois da saída dos frades no século XIX, serviu de quartel de artilharia, até que o museu municipal, fundado em 1902, se mudou para lá.
Hoje San Telmo é sobretudo o Museu da Sociedade Basca, com salas sobre a vida cotidiana, o mar e a identidade basca, e guarda também uma coleção de belas-artes. Entre suas pinturas há obras de El Greco, como um São Francisco recebendo os estigmas e uma figura do Salvador, ao lado de quadros do pintor basco Ignacio Zuloaga e do valenciano Joaquín Sorolla. Desde a reabertura do museu, em 2011, uma nova ala dos arquitetos madrilenhos Nieto Sobejano se apoia na encosta, com painéis de alumínio perfurados onde as plantas criam raízes.

