Georgi Mitov
1875–1900 · Bulgária
A história
No verão de 1900, o retrato de um jovem pintor búlgaro estava exposto na Exposição Universal de Paris. Georgi Mitov nunca chegou a vê-lo ali. Estava de volta a Plovdiv, acamado pela tuberculose, e morreu naquele agosto aos 24 anos, poucas semanas depois de receber a notícia de que a obra havia sido aceita.
Sua vida fora dura e breve. Quando tinha dois anos, tropas otomanas incendiaram sua cidade natal, Stara Zagora, e a família fugiu para o norte. Cresceu pobre e muitas vezes doente. O talento o levou mais longe do que o dinheiro permitia, das primeiras lições com o irmão mais velho, o reconhecido pintor Anton Mitov, até a Accademia Albertina de Turim, onde estudou com o pintor italiano Giacomo Grosso e se formou com uma medalha de ouro.
De volta ao país, no fim da década de 1890, pintou paisagens em torno de Kazanlak, a cidade das rosas, e, em 1897, um nu reclinado a que chamou Lucrezia Romana, em referência à nobre romana da lenda, uma das primeiras pinturas búlgaras do gênero a encontrar público. O retrato que enfim chegou a Paris era de um compatriota, Dragan Danailov.
