
Giovanni Battista Piazzetta
1682–1754 · República de Veneza · Rococó
A história
Enquanto Veneza, nos anos 1720, enchia seus tetos de céus claros e leves, Giovanni Battista Piazzetta trabalhava no registro oposto: marrons profundos e sombra densa, com figuras arrancadas do escuro por um único facho de luz. Esse gosto pelo dramático ele adquirira jovem em Bolonha, estudando com Giuseppe Maria Crespi, um pintor que levava os duros contrastes de Caravaggio a cenas de gente comum.
De volta a Veneza, tinha fama de trabalhar devagar, demorando-se numa tela enquanto rivais mais rápidos abocanhavam as grandes encomendas. Seu único teto pintado, a Glória de São Domingos na igreja dos Santi Giovanni e Paolo, é a exceção, uma explosão de luz que ele raramente tentou nessa escala.
Em 1750 Veneza fundou sua Academia de Belas Artes oficial e fez de Piazzetta seu primeiro diretor. Passou os últimos anos ensinando ali e morreu em 1754, e suas cabeças em meia-luz e cenas de gênero, uma moça junto ao poço, uma cartomante, continuaram a vender muito depois de a moda ter passado a coisas mais leves.




