Juan Martín Cabezalero

1645–1673 · Espanha · Barroco, Escola madrilenha


A história

A Assunção da Virgem, na sala 018A do Prado, passou mais de um século com o nome errado. Fernando VII comprou a tela em 1829 para o palácio de Aranjuez, e a partir de 1854 os catálogos a davam ao pintor de Burgos Mateo Cerezo, apesar das diferenças evidentes em relação a tudo o mais dele. Em 1985 o Prado a atribuiu a Juan Martín Cabezalero e a datou por volta de 1665.

Ele foi batizado em Almadén, a cidade das minas de mercúrio em Castela, em 24 de agosto de 1645, e a família depois se mudou para Madri, onde se formou com Juan Carreño de Miranda, o pintor asturiano que virou pintor da corte de Carlos II. A primeira obra que Cabezalero assinou traz a data de 1666, um São Jerônimo hoje em Dallas. Em 1667 aceitou a encomenda de quatro grandes telas da Paixão para a capela do Cristo de los Dolores, em Madri, e as entregou no ano seguinte. Morreu em Madri em 24 de junho de 1673, aos 28.

Sobram seis ou sete anos de trabalho, todos na casa dos vinte, e vale saber disso antes de olhar qualquer coisa dele. Os relatos antigos empurram o nascimento uns dez anos para trás, seguindo Antonio Palomino, pintor e biógrafo do século XVIII, que chegava ao ano contando de trás para frente a partir de uma idade de morte relatada. O registro de batismo de Almadén é o documento, e ele diz 1645.

Ouça esta história em voz alta. Baixe o app.

Obras

1 obra