
Encenação da farsa 'Een cluyte van Plaeyerwater' (A farsa da água de mentira) numa quermesse flamenga
Ficha técnica
A história
A peça no palco tem nome. É Een cluyte van Plaeyerwater, uma farsa conhecida nos Países Baixos do século XVI. Um marido se esconde no cesto de um mascate e assim descobre que a mulher o trai com um clérigo, e é esse o momento que os atores encenam enquanto a multidão se aperta em volta. Ao redor do palco, o resto da quermesse segue como se nada fosse. As pessoas comem, bebem, dançam, namoram, cozinham, tocam música e brigam. À esquerda uma procissão leva a imagem de um santo diante de uma taverna, e na frente da igreja há barracas de feira e um grupo de milicianos. A palavra holandesa kermis vem de kerk e mis, igreja e missa, porque a festa nasceu como o dia da igreja paroquial. Balten pintou o painel por volta de 1570, e os herdeiros do colecionador C. Hoogendijk o doaram ao Rijksmuseum em 1912.