
Georges Seurat · PD
Uma margem do rio (o Sena em Asnières)
Ficha técnica
A história
Em 1883, Asnières era um subúrbio operário à beira do Sena, a noroeste de Paris. Na outra margem, em Clichy, subia a fumaça das chaminés das fábricas, e aos domingos os parisienses iam até lá nadar e remar. Seurat, então com 23 anos, passou muitos dias desenhando e pintando nesse trecho do rio, o mesmo onde ambientaria sua grande tela “Banhistas em Asnières”. Esta pequena tábua de madeira mede só cerca de 16 por 25 centímetros. A National Gallery de Londres acha que ela pode estar entre as primeiras ideias do pintor para aquele quadro, embora em geral não seja contada entre os 13 esboços ligados a ele. A organização já é a mesma. À esquerda ergue-se um poste listrado, a margem distante atravessa a cena como uma faixa horizontal, e a margem próxima recorta a água numa forma quase triangular. O rio foi pintado com pinceladas longas e horizontais. No canto inferior direito, pequenos toques de rosa, azul e verde-amarelado ficam lado a lado, alguns anos antes do pontilhismo. A tábua chegou ao museu em 1995, doada pelo marchand e colecionador Heinz Berggruen.




