
Jacopo Tintoretto · PD
Um senador ou secretário veneziano
Ficha técnica
A história
Em 1794, no inventário da testamentaria de Carlos III, esta tela estava no Palácio Real Novo de Madri, na sala da livraria de Apolo, descrita apenas como o retrato de um homem de barrete preto, de Tintoretto. Duas décadas depois passou para a sala de jantar e o inventário de Fernando VII viu ali um presbítero. O título atual nasceu em 1857, quando o Real Museo, o Prado de então, registrou a pintura sob o número 767 e observou que o homem, de meio corpo e barba grisalha, vestia algo parecido com o que usavam os secretários do Senado de Veneza. Em Veneza a diferença era de casta. O senador era patrício. O secretário do Senado vinha dos cittadini originari, cidadãos sem nobreza que ocupavam a chancelaria ducal e guardavam os papéis reservados da República, a carreira mais alta que lhes era permitida. O museu continua sem dar nome ao retratado e não data a tela além do século XVI. O 767 ainda está na frente do quadro, no canto inferior esquerdo, escrito à mão em laranja.




