
GoldenArtists · CC-BY-SA-4.0
À Porta da Eternidade
Ficha técnica
A história
Na primavera de 1890, Van Gogh estava internado no asilo de Saint-Rémy, se recuperando de uma crise grave. Faltavam poucas semanas para ele deixar a Provença e, dali a pouco mais de dois meses, morrer. Sem modelos vivos ali dentro, ele voltou a desenhos antigos. Oito anos antes, em Haia, tinha retratado um velho veterano de guerra, morador de um asilo de pobres, sentado com a cabeça enterrada nas mãos. Chamou aquele estudo de Exausto. Agora, doente, pegou a mesma figura e a pintou a óleo, com azuis fundos e as pinceladas em espiral que marcam seus últimos meses. Numa carta ao irmão Theo, escreveu que quis mostrar, num velho simples, algo do infinito. O homem não reza nem chora abertamente. Apenas cerra os punhos contra o rosto. Van Gogh nunca deu ao quadro o título pelo qual ficou conhecido. Às Portas da Eternidade veio de uma expressão que ele mesmo usara anos antes, numa das primeiras vezes em que desenhou aquele velho.




