
Wassily Kandinsky · PD
Formas caprichosas
Ficha técnica
A história
O Museu Guggenheim, em Nova York, vê embriões em algumas das formas desta tela e, em outras, algo parecido com as pranchas científicas de tecido placentário que Kandinsky colecionava de livros de embriologia e zoologia. São formas moles, de lóbulos compridos, cheias de celulazinhas e pontinhos, e flutuam sobre duas faixas altas de quadriculado fino, traçado a régua, uma verde à esquerda e outra violeta à direita. A convivência de régua e forma livre já estava na teoria dele. Em 1926, quando dava aulas na Bauhaus, Kandinsky publicou “Ponto e linha sobre plano” e pôs entre as ilustrações uma fotografia ao microscópio do tecido conjuntivo frouxo de um rato. Ao lado, escreveu que a natureza constrói ora com geometria exata, como a teia de aranha, ora com linhas livres, e que a pintura abstrata conhece os dois modos. A tela é de julho de 1937, pintada em camadas finas de rosa, lilás e verde-água no apartamento de Neuilly-sur-Seine, nos arredores de Paris.




