Fragmento de cartonagem com a barca de Sokar

Fragmento de cartonagem com a barca de Sokar


Ficha técnica

Artista
Artista egípcio desconhecido (Terceiro Período Intermediário)
Ano
-867
Técnica
cartonagem pintada e envernizada (linho colado e estucado)
Tipo
pintura
Dimensões
22 × 19,5 cm

A história

Perto da borda superior deste fragmento, uma pequena etiqueta antiga traz o número B 146. Foi o número que Jean-François Champollion, o homem que decifrou os hieróglifos, lhe deu ao catalogar o novo museu egípcio do Louvre, o Museu Carlos X, inaugurado em 1827, o mesmo ano em que a peça chegou. O fragmento vem de uma cartonagem, um invólucro de múmia feito de camadas de linho coladas e cobertas de estuque, depois pintadas e envernizadas, técnica muito usada para os mortos no Terceiro Período Intermediário. A cena mostra a barca de Sokar, um antiquíssimo deus dos mortos da região de Mênfis, com cabeça de falcão. Seu barco, chamado Henu, tem a proa em forma de cabeça de órix, um antílope de chifres longos e retos, e repousa sobre um trenó, porque na festa do deus ele era arrastado em procissão por terra. No alto se senta o deus falcão, e colunas de hieróglifos dos dois lados trazem nomes. O catálogo de Champollion saiu em 1827, e quando o Louvre o reeditou em 2013 este fragmento estava entre as ilustrações.

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