
Clitemnestra hesita antes de matar Agamêmnon adormecido
Ficha técnica
A história
Em janeiro de 1834, o semanário satírico La Caricature publicou uma litografia que os leitores entendiam de relance. Uma cortina divide o quarto. De um lado, o rei Luís Filipe empurra à frente um guarda nacional, do outro dorme a Liberdade, com seu barrete frígio. A piada funcionava porque todo mundo conhecia o original, esta tela de Guérin, exposta no Salão de 1817 e comprada para o rei dois anos depois por 12 mil francos.
Aqui a história é grega. Agamêmnon, de volta de Troia, dorme de torso nu, com as armas ao lado. Sua mulher, Clitemnestra, está de perfil na soleira com um punhal, e o amante, Egisto, se inclina atrás dela para empurrá-la. Entre eles e o rei pende uma cortina vermelha translúcida, acesa pela luz de uma vela, e contra ela Clitemnestra aparece como uma silhueta escura.




