
Piet Mondrian · PD
Composição com amarelo, azul, preto, vermelho e cinza
Ficha técnica
A história
Em 1920, o marchand parisiense Léonce Rosenberg publicou um folheto de Piet Mondrian chamado Le Néo-Plasticisme, em que o pintor defendia reduzir a pintura a planos retos, às três cores primárias e ao preto, ao branco e ao cinza. As telas de 1921 são as primeiras feitas depois desse texto, e nelas o programa já aparece resolvido, com o amarelo, o azul e o vermelho repartidos entre planos de cinza.
Mondrian tinha voltado da Holanda para Paris em 1919 e trabalhava num ateliê da rue du Départ, ao lado da estação de Montparnasse. Pintou as paredes de branco e foi pregando nelas retângulos de cartão colorido, que mudava de lugar como quem ajusta um quadro torto. Quem o visitava saía com a impressão de ter entrado numa das composições.
Nada disso pagava as contas. Ao longo desses anos em Paris, Mondrian sustentava o ateliê pintando aquarelas de flores por encomenda de marchands, um trabalho que não gostava de fazer e mesmo assim fez por muito tempo.




