
Claude Monet · CC-BY-SA-4.0
Canto do lago das ninfeias
Ficha técnica
A história
Em 1918 dava para ouvir o troar da artilharia no jardim de Giverny. A frente de batalha ficava a pouco mais de 50 quilômetros dali, e Claude Monet, aos 77 anos, com catarata diagnosticada em 1912, continuava pintando o mesmo tanque de ninfeias que mandara cavar no fim do século, desviando um braço do rio Epte. Nessas telas do lago ele já tinha abolido a margem e o horizonte, de modo que sobram a água, o reflexo e as folhas boiando. No dia seguinte ao armistício, em 12 de novembro de 1918, Monet escreveu a Georges Clemenceau, amigo e então chefe do governo francês, oferecendo ao Estado dois painéis de ninfeias para marcar a paz. A oferta cresceu e acabou virando as duas salas ovais da Orangerie, em Paris, abertas em 1927. Este canto de lago, pintado no mesmo ano da carta, ficou fora daquele conjunto e hoje está em Genebra.




