
Peter Paul Rubens · PD
Morte de Dido
Ficha técnica
A história
No Louvre, esta tela fica numa sala que leva o nome de Carlos de Beistegui, colecionador nascido no México. Em 1942 ele doou suas pinturas ao Estado francês, mas manteve o usufruto enquanto vivesse, e elas só entraram no museu com sua morte, em 1953. A cena vem do quarto livro da Eneida, de Virgílio. Dido, rainha e fundadora de Cartago, é abandonada por Eneias, que parte para a Itália por ordem de Júpiter. Ela manda erguer uma pira, põe ali o leito do casal e uma efígie dele e se mata com a espada que ganhou de presente do herói. Rubens segue o poema de perto. A cabeça barbada deitada no leito, atrás da rainha, é essa efígie, um detalhe que o Louvre considera raro na pintura. Da pira ele mostra apenas toras no chão e uma tocha. Quando Rubens morreu, em 1640, o quadro ainda estava em sua casa em Antuérpia.




