
Dragão e nuvens
Ficha técnica
A história
Estes oito painéis foram pintados em 1763 como portas de correr, quase certamente para o salão de um templo, mas ninguém sabe qual. Ao longo de mais de dez metros de papel, a cabeça do dragão irrompe de nuvens em redemoinho numa ponta, e a cauda escamosa chicoteia a névoa na outra, tudo em tinta, do cinza pálido ao preto. O meio do bicho não existe mais. Outros quatro painéis, os que traziam o corpo enrolado entre a cabeça e a cauda, se perderam. As pinturas chegaram ao Museu de Belas Artes em 1911 já arrancadas das portas, montadas em quatro seções sobre papel grosso, e ficaram em mau estado por quase um século. Por volta de 2006 os restauradores do museu começaram a separar e consertar as folhas danificadas, e as montaram sobre novas estruturas de treliça de madeira, próximas da forma original de portas. O dragão restaurado foi mostrado primeiro no Japão, como obra principal da exposição itinerante das obras-primas japonesas do museu, aberta em 2012 no Museu Nacional de Tóquio. Em Boston voltou a ser exposto em 2014.