Laocoonte e seus filhos

Laocoonte e seus filhos


Ficha técnica

Ano
-35
Técnica
mármore
Tipo
escultura

A história

No começo de 1506, trabalhadores que cavavam num vinhedo no monte Esquilino, em Roma, encontraram um grupo de mármore enterrado: um homem barbudo e dois rapazes presos nos anéis de duas serpentes enormes. O vinhedo era de Felice de Fredis, e o papa Júlio II mandou seu arquiteto, Giuliano da Sangallo, ver o achado. O filho dele, Francesco, um menino de uns 11 anos, foi junto e, numa carta de 1567, 60 anos depois, contou que Michelangelo estava com eles e que o pai reconheceu a estátua na hora. Era o Laocoonte de que fala Plínio, o grupo que o escritor romano pusera acima de toda pintura e de todo bronze.

Laocoonte era o sacerdote troiano que alertou a cidade contra o cavalo de madeira, e os deuses que favoreciam os gregos mandaram serpentes para matá-lo com os filhos. Em março Júlio comprou o grupo, recompensou De Fredis com uma parte da receita das alfândegas de Roma e o instalou no seu pátio de estátuas do Belvedere.

Faltava ao sacerdote o braço direito, e na década de 1530 ele ganhou um novo, esticado para o alto. No início do século XX, o arqueólogo e marchand Ludwig Pollak viu um braço de mármore dobrado na oficina de um canteiro romano. Nos anos 1950 confirmou-se que era o original, e ele foi recolocado, dobrado em direção à cabeça. O museu data o grupo de cerca de 40 a 30 antes de Cristo e observa que a data é muito discutida.

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