Madona do burgomestre Meyer (cópia de Dresden)

Madona do burgomestre Meyer (cópia de Dresden)


Ficha técnica

Ano
1635
Técnica
óleo sobre painel de carvalho
Tipo
pintura
Dimensões
159 × 103 cm

A história

Em 1871, o físico alemão Gustav Fechner, um dos fundadores da psicologia experimental, pediu por escrito ao público de uma exposição em Dresden que dissesse qual das duas Madonas era a mais bela. As duas estavam penduradas lado a lado, numa grande mostra dedicada a Holbein. Esta aqui era havia mais de um século o orgulho da galeria. Em 4 de setembro de 1743, o conde italiano Francesco Algarotti a comprara em Veneza por 1000 ducados de ouro, certo de que era um Holbein, e em Dresden ela passou a ser venerada como a contraparte alemã da Madona Sistina, de Rafael. A outra, hoje chamada Madona de Darmstadt, tinha aparecido em 1822. Em 5 de setembro de 1871, 14 historiadores da arte declararam que só a de Darmstadt era original. Fechner se decepcionou com a pesquisa. Dos 11.842 visitantes, apenas 113 responderam. O nome do copista só veio à tona em 1910. Em 1633, o gravador e marchand Michel Le Blon, nascido em Frankfurt, levara o original de Basileia para Amsterdã e encomendara esta cópia ao retratista Bartholomäus Sarburgh, segundo o museu, para fazê-la passar pela obra de Holbein. A diferença aparece acima da coroa da Virgem. O nicho em forma de concha fica dentro de um arco escuro, com bem mais espaço livre, e o vestido de Maria é quase preto.

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