
As aventuras do ministro Kibi na China (Kibi daijin nittō emaki)
Ficha técnica
A história
Em 1932 o Museum of Fine Arts de Boston comprou este rolo, e no Japão a venda provocou uma revolta tão grande que mudou a lei. Em abril de 1933 entrou em vigor uma lei de preservação de obras de arte importantes, que passou a exigir autorização do governo para que peças assim saíssem do país. Por gerações o rolo tinha pertencido aos Sakai, senhores da província de Wakasa, no litoral do mar do Japão, que provavelmente o receberam de um santuário Hachiman da região. Em 1923 a família o levou a leilão em Tóquio, e o comerciante de Osaka Toda Yashichi pagou 188.900 ienes. Em 1932 o filho dele o vendeu para Boston por meio da firma Yamanaka. Quem conduziu a compra foi Kōjirō Tomita, curador do museu nascido no Japão, e o dinheiro veio da troca de objetos da coleção de William Sturgis Bigelow, o médico de Boston que havia trazido milhares de obras japonesas nos anos 1880. Pintado no século XII, o rolo conta uma lenda sobre Kibi no Makibi, enviado japonês à corte chinesa dos Tang no século VIII. Os chineses o trancam numa torre e o submetem a provas de erudição e de go, o jogo de tabuleiro, e ele vence tudo com a ajuda do fantasma de outro enviado japonês, Abe no Nakamaro, que o visita na forma de um demônio vermelho. Quando chegou a Boston era um único rolo de mais de 24 metros. Foi remontado em quatro rolos em 1964, quando voltou a Tóquio para uma exposição organizada por ocasião dos Jogos Olímpicos.




