
Édouard Manet · PD
Nana
Ficha técnica
A história
Paris, 1877. Manet pinta uma jovem cortesã em plena toalete, de espartilho e anágua, empoando-se diante do espelho. Ela se chama Nana, nome que os parisienses ligavam na hora à personagem de mulher fácil dos romances de Émile Zola. O que choca não é só a roupa de baixo. No canto, cortado pela borda da tela, um senhor de cartola espera sentado no sofá, reduzido a um mero acessório da cena. E Nana, longe de baixar os olhos, encara diretamente quem a observa, tranquila, como se fôssemos o próximo da fila. O júri do Salão recusou o quadro naquele ano. Ela segura a borla de pó no ar, o gesto interrompido, sem nenhum pudor diante do público.




