
Gustave Moreau · CC0
Édipo e a Esfinge
Ficha técnica
A história
Em 1864, quando Moreau expôs esta tela no Salão de Paris, a moda da pintura era outra: Courbet e os realistas retratavam operários e camponeses, e Manet acabara de chocar a cidade com cenas do presente. Moreau seguiu na direção contrária e voltou ao mito grego. A Esfinge, com corpo de leão e asas, agarra-se ao peito de Édipo e o encara de muito perto, propondo o enigma de que depende a vida dele. Aos pés dos dois, numa fresta de rocha, veem-se os restos de quem respondeu errado antes. Moreau tinha 38 anos e vinha de um longo silêncio. A obra foi um sucesso imediato e o firmou como um pintor à parte, atraído pelo sonho e pela lenda antiga em plena era da fábrica. Ainda hoje o duelo se decide nos dois rostos quase colados, um humano e um monstruoso.




