
Jean-Auguste-Dominique Ingres · PD
Rafael e a Fornarina
Ficha técnica
A história
A história vem de Vasari, que escreveu 30 anos depois da morte de Rafael que o pintor era tão apaixonado por uma mulher que não conseguia trabalhar longe dela. Muito mais tarde deram a ela um nome, Margherita Luti, filha de um padeiro instalado em Roma, e um apelido tirado do ofício do pai, a Fornarina. Ingres tratou a lenda como se fosse notícia do dia. Voltou a esta cena durante mais de 30 anos, em versões sucessivas, e em todas elas Rafael está com a moça no colo e olha para o retrato que acabou de pintar dela, apoiado no cavalete ao lado. Esse retrato existe mesmo e está em Roma. A versão de 1846 é uma tela de apenas 35 por 27 centímetros. Ingres continuou refazendo o assunto até o fim, e havia uma versão ainda inacabada no ateliê quando ele morreu, em 1867, aos 86 anos.




