
Sailko · PD
Campo romano. O Monte Testaccio
Ficha técnica
A história
Corot chegou a Roma em novembro de 1825, com 29 anos, e o Louvre data esta cena de dezembro, ou seja, poucas semanas depois. Ele foi até a borda sul da cidade pintar o Monte Testaccio. O morro parece natural e não é. É feito de cacos, cerca de 53 milhões de ânforas de azeite quebradas e empilhadas com método pelos romanos ao longo de uns 250 anos, num aterro junto ao porto fluvial do Tibre. No século 19 aquilo ainda era campo aberto, com adegas escavadas na encosta porque os cacos mantinham o vinho fresco, e os romanos subiam até lá nas festas de outubro. Corot resolveu tudo numa tela de 16 por 30 centímetros, ao ar livre e em poucas horas, do jeito que aprendera para fixar uma luz antes que ela mudasse. O estudo entrou no Louvre em 1906, com a doação de Etienne Moreau-Nélaton.




