
Anthony van Dyck · PD
São Jerônimo
Ficha técnica
A história
Hoje a tela está na reserva técnica do museu em Roterdã, fora de exposição. O caminho até ali foi longo. Quando Rubens morreu em Antuérpia, em 1640, o quadro estava na casa dele. Filipe IV da Espanha o comprou do espólio junto com outros dois van Dyck que hoje estão no Prado, e em 1656 ele foi parar na sacristia do Escorial. Saiu da Espanha com José Bonaparte, passou ao marechal Soult, atravessou mãos francesas e inglesas e chegou ao colecionador Willem van der Vorm. A fundação dele o empresta ao Boijmans desde 1972.
Existe uma segunda versão, quase idêntica, no Nationalmuseum de Estocolmo. Em 2009 o museu de Roterdã restaurou as duas e as colocou lado a lado. Os pigmentos eram idênticos. As radiografias da tela de Roterdã mostraram que o manto vermelho de Jerônimo já tinha sido mais comprido e que o anjo foi deslocado. Por esses indícios, a de Roterdã é tida como a primeira. Van Dyck tinha uns 20 anos quando a pintou.




