
Autorretrato de Philip Alexius László de Lombos
Ficha técnica
A história
Por volta de 1911, Philip de László já havia retratado boa parte das casas reinantes da Europa: imperadores, reis com suas famílias e até um papa haviam posado para ele em uma dúzia de capitais. Naquele ano os Uffizi lhe pediram o único modelo que ele costumava deixar de fora, ele mesmo. A galeria reunia autorretratos de artistas desde o século XVII, e o convite para entrar nessa série valia mais do que qualquer encomenda de corte. Ele tinha 42 anos, no auge de uma carreira feita de semelhanças fluentes e lisonjeiras, e aqui voltou essa mesma desenvoltura para o próprio rosto. O pintor que passava os dias estudando as feições alheias nos devolve o olhar com o aprumo que dava aos seus retratados. Hoje a tela está pendurada entre as centenas de artistas que responderam ao mesmo chamado ao longo de três séculos.

