
O frasco de azeitonas
Ficha técnica
A história
No Salão de 1763, Diderot parou diante desta tela e escreveu algumas de suas linhas mais conhecidas sobre Chardin. Enumerou o que via, um vaso de porcelana antiga da China, dois biscoitos, um frasco de azeitonas, uma cesta de frutas, dois copos meio cheios de vinho, uma laranja-amarga e um patê em crosta. Essa porcelana, escreveu, é porcelana, e as azeitonas estão de fato separadas do olho pela água em que flutuam. Se quisesse fazer do filho um pintor, era este o quadro que compraria, e lhe diria para copiá-lo, e copiá-lo de novo.
Chardin havia assinado e datado a tela em 1760, três anos antes da exposição, e com quase um metro de largura ela é muito maior que as pequenas naturezas-mortas de frutas que ele pintava na época. Quando Diderot a viu, ela muito provavelmente já pertencia ao abade Pommyer, um eclesiástico que colecionava pintura. O patê em sua crosta, que segundo Diderot bastava cortar, está à esquerda, ao lado de uma faca.




