
O canto fúnebre de Psará
Ficha técnica
A história
Nas pequenas ilhas do mar Egeu, na década de 1880, viver era viver do mar, e perder homens para ele era coisa corriqueira. Esta é uma casa em Psará, e a família reunida ali chora um marinheiro que não voltou. Não há corpo. O velório se faz então em torno da única coisa que sobrou dele, o fez vermelho, posto no chão, no meio da sala. Mulheres e crianças sentam em roda ao redor. O pai se afastou para a extremidade direita, sozinho, na sombra, e um banquinho ficou tombado no piso. Lytras deixou os rostos quase sem feições e diluiu tanto a tinta que a trama da tela aparece em vários pontos. A Pinacoteca Nacional de Atenas data a pintura de antes de 1888. Aquele vermelho do fez é a única cor forte da cena inteira.


