
Cofre Farnese
Ficha técnica
A história
Em 1565, uma princesa portuguesa, Maria, neta do rei D. Manuel I, casou-se com Alexandre Farnésio, futuro duque de Parma. O tio do noivo, o cardeal de mesmo nome, deu a ela este cofre como presente de casamento, segundo o Museu de Capodimonte. Para que ele servia, ninguém sabe ao certo. Não há forro de veludo por dentro, o que torna pouco provável que fosse um porta-joias. O cofre tinha levado quase 20 anos para ficar pronto em Roma. Os seis ovais de cristal de rocha foram gravados por Giovanni Bernardi, em boa parte a partir de desenhos do pintor Perino del Vaga. Centauros, amazonas, uma caçada e uma batalha naval aparecem no cristal como desenhos claros e foscos, e na borda inferior de um dos ovais do lado comprido Bernardi gravou o próprio nome. Ele morreu em 1553, e quem concluiu a prata dourada, por volta de 1561, foi o ourives florentino Manno di Bastiano Sbarri. Na tampa, no vão do frontão partido, está sentado um Hércules barbudo e musculoso com um pomo das Hespérides na mão. E o brasão esmaltado do cardeal, seis lírios azuis sobre fundo de ouro sob o chapéu vermelho, fica bem à vista.
