
Claude Monet · PD
A ponte japonesa
Ficha técnica
A história
Em 1921 o assunto que consumia Monet era o destino dos painéis grandes. Logo depois do armistício de 1918 ele havia oferecido ao Estado francês um conjunto enorme de Ninfeias, mas em 1920 o parlamento recusou a verba para erguer um pavilhão novo no Hôtel Biron, em Paris. Só em outubro de 1921 ele aceitou trocar o endereço pela Orangerie, no jardim das Tulherias, e assinou a doação em abril do ano seguinte. Nesses mesmos anos, aos 80, continuava descendo até o tanque com telas pequenas para pintar a pontezinha de madeira que mandara construir ali na década de 1890, a essa altura quase engolida pela glicínia que subia no caramanchão. Fez umas duas dúzias dessas versões tardias da ponte, em vermelhos e laranjas quentes, e muitas não saíram do ateliê enquanto ele viveu.




