
O julgamento de Salomão
Ficha técnica
A história
Em julho de 1631, um nobre siciliano e amante da arte, Fabrizio Valguarnera, estava sendo julgado em Roma, acusado de pagar quadros valiosos com joias roubadas. Entre suas compras havia um Julgamento de Salomão de Valentin, adquirido de um marchand no fim daquela primavera, e Valguarnera declarou ter pago seis escudos ao pintor para retocá-lo. Valentin pintou o tema duas vezes, e a outra versão está no Louvre. Qual das duas passou pelas mãos de Valguarnera ainda é discutido, e Keith Christiansen, curador do Metropolitan Museum de Nova York, defendeu que foi esta.
A autoria também foi discutida. Algumas partes são menos acabadas que no quadro de Paris, entre elas o rosto e as mãos da verdadeira mãe, e repinturas antigas levaram o crítico Roberto Longhi a tomá-lo por uma cópia antiga. Desde 1989 os estudiosos concordam que é do próprio Valentin, e as duas versões são datadas do fim da década de 1620. Aqui a sentença já foi dada. O carrasco segura o menino pelo braço com ar quase pensativo, a falsa mãe o entrega à esquerda e, à direita, a mãe verdadeira se curva numa súplica contida, com o corpo voltado para nós.




