
Francisco Goya · PD
A última comunhão de São José de Calasanz (1557-1648)
Ficha técnica
A história
Em fevereiro de 1819, Goya comprou uma casa de campo na beira do Manzanares, nos arredores de Madri, a Quinta do Surdo, onde poucos anos depois pintaria as Pinturas Negras direto na parede. No mesmo ano aceitou uma encomenda dos padres escolápios para o altar da igreja de Santo Antão, na mesma cidade. O tema era a última comunhão de José de Calasanz, o fundador da ordem, já muito velho. Ficou combinado o pagamento de 16 mil reais. Ao terminar, Goya guardou pouco mais de mil e devolveu o resto à igreja como oferta ao santo. O que está aqui é o estudo feito antes da tela grande, quase todo em ocre, cinza e preto, com a tinta empastada nas figuras da frente e a luz reunida no punhado de cabeças ajoelhadas diante do sacerdote.




