
Jean-Honoré Fragonard · PD
A Carta de Amor
Ficha técnica
A história
Por volta de 1770, nos últimos anos despreocupados do Antigo Regime francês, Fragonard pintou esta jovem surpreendida à escrivaninha. Ela segura um buquê com um bilhete enfiado entre as hastes, e um cãozinho lhe faz companhia sobre a mesa, o símbolo habitual da fidelidade amorosa. É uma cena de gênero: a moça não é um modelo identificado, e a história continua fora do quadro, numa mensagem que só ela conhece. Fragonard trabalhou quase como quem faz um esboço, com pinceladas soltas e rápidas que deixam a cortina e o vestido apenas insinuados e concentram a luz no rosto empoado e nas flores. Aquele bilhete escondido entre as hastes é tudo o que ele nos revela da trama, e não explica mais nada.




