
Peter Paul Rubens · PD
O Milagre de São Justo
Ficha técnica
A história
Em 1852, pouco antes de se tornar imperador, Luís Napoleão visitou Bordeaux e recebeu da cidade um quadro da pintora veneziana Rosalba Carriera. A retribuição veio no ano seguinte. Já como Napoleão III, ele comprou em Paris esta tela de Rubens por 16 mil francos e a deu de presente à cidade. O quadro tinha sido pintado para Antuérpia. Em 1629, relíquias de são Justo foram levadas para a igreja do convento das anunciadas, e os Moretus, a grande família de impressores da cidade, encomendaram a Rubens a pintura do altar, concluída por volta de 1633. Justo, venerado em Beauvais, era um menino mártir da Gália romana. Segundo a lenda, tinha nove anos quando soldados o decapitaram por se recusar a dizer onde o pai e o tio estavam escondidos. Rubens pinta o milagre que veio depois. O menino está de pé, segurando a própria cabeça, e os dois homens, que acabam de sair do esconderijo, recuam diante dele. À direita ainda se veem cavaleiros.




