
Paul-Jacques-Aimé Baudry · PD
A Pérola e a Onda
Ficha técnica
A história
Baudry apresentou este nu no Salão de Paris de 1863, o mesmo ano em que "O almoço na relva", de Manet, escandalizava o público no Salão dos Recusados. Os dois casos não podiam ser mais diferentes. A mulher de Baudry, deitada de costas sobre as rochas à beira-mar, com o corpo liso e polido feito porcelana, era exatamente o tipo de nudez que o Segundo Império aceitava e celebrava, ainda que alguns críticos a achassem erótica demais. A ideia é a de uma pérola trazida pela onda, a pele confundida com a espuma. A primeira dona do quadro foi a imperatriz Eugênia, mulher de Napoleão III. A tela só chegou ao Prado bem depois, pelo legado do colecionador Ramón de Errazu.
