
Claude Monet · CC-BY-SA-4.0
A Agulha e a Porte d'Aval
Ficha técnica
A história
Por volta da década de 1880, as falésias de giz de Étretat, no litoral da Normandia, eram um destino da moda. A ferrovia tornara fácil chegar ao pequeno povoado de pescadores, e os visitantes vinham justamente por esta vista: o amplo arco natural chamado Porte d'Aval e, ao lado, a agulha de rocha solitária, a Aiguille, que se ergue a uns 70 metros acima do mar. Monet crescera nesse litoral e conhecia seus humores. Ao longo de vários outonos e invernos, voltou repetidas vezes para pintar a formação, trabalhando rente à água, onde a luz refletia no giz molhado. Num dia de novembro de 1885, uma onda o apanhou ali e o arremessou, junto com o cavalete, contra as rochas. Depois, parecia mais aborrecido com a tela estragada do que assustado. O arco e a agulha continuam de pé diante de Étretat, e na maré baixa ainda se pode caminhar sobre os seixos até o ponto onde ele armava o cavalete.




