
Raphael, Transfiguration, 1518. Wikimedia Commons. · PD
A Transfiguração
Ficha técnica
A história
Em 1516, o cardeal Giulio de' Medici encomendou dois grandes painéis para a catedral de Narbona, na França, e pôs dois artistas para disputar a mesma parede. De um lado, Sebastiano del Piombo, apoiado nos desenhos de Michelangelo. Do outro, Rafael, então o pintor mais requisitado de Roma. Rafael respondeu com esta Transfiguração e trabalhou nela até o fim. Ele morreu em abril de 1520, aos 37 anos, com a parte de baixo ainda inacabada, e seus assistentes, entre eles Giulio Romano, concluíram o quadro. Repare como a tela se divide em dois mundos. Em cima, Cristo se ergue no monte, banhado por uma luz que quase apaga os contornos. Embaixo, uma multidão agitada cerca um menino possuído que os apóstolos não conseguem curar, todos apontando e gesticulando na penumbra. É o instante antes do milagre. Quando Rafael morreu, o painel foi colocado à cabeceira do corpo durante o velório, no seu ateliê, para que os romanos que vieram se despedir o vissem. Séculos depois, ele acabou nos Museus do Vaticano, onde está hoje.




