
Walt Whitman
Ficha técnica
A história
Foi Talcott Williams, um jornalista da Filadélfia, quem levou Eakins do outro lado do rio Delaware, até Camden, em Nova Jersey, para conhecer Walt Whitman. O poeta estava perto dos 70 anos, tinha ficado parcialmente paralisado depois de um derrame em 1873 e aceitou posar. Esta tábua de uns 14 centímetros de lado é um pequeno estudo a óleo para o retrato em que Eakins trabalhou até 1888 e que hoje está na Academia de Belas Artes da Pensilvânia, na Filadélfia. Ela mostra pouco mais que a cabeça. Whitman acabou gostando mais daquele retrato do que de qualquer outra imagem sua, e dizia que Eakins era o único artista que ele conhecia capaz de resistir à tentação de pintar o que deveria ser em vez do que é.
O estudo ficou no ateliê. Quando Eakins morreu, em 1916, passou para a viúva, Susan, e depois para Samuel Murray, um escultor que tinha sido aluno dele. Na manhã seguinte à morte de Whitman, em março de 1892, Murray e Eakins tinham ido juntos à casa do poeta para tirar sua máscara mortuária. O museu comprou a tábua em 1930.




