
Vitória de Samotrácia
Ficha técnica
A história
Desde 1884, a Vitória ocupa o alto da escadaria Daru, no Louvre, pousada na proa de um navio de guerra. Nem tudo ali é antigo. A asa direita é de gesso, moldada como espelho da esquerda, e a cabeça nunca foi encontrada. Em 1950, porém, apareceu em Samotrácia a palma da mão direita, que hoje fica numa vitrine ao lado dela.
A estátua foi desenterrada em 1863 pelo vice-cônsul francês Charles Champoiseau no santuário dos Grandes Deuses, na ilha de Samotrácia, no norte do Egeu, um lugar onde os marinheiros pediam proteção no mar. Ele mandou o torso para Paris e deixou para trás uns blocos de mármore cinza. Só em 1875 arqueólogos perceberam que aqueles blocos formavam a proa.
É esse navio que dá a melhor pista sobre a origem da obra. Ele foi talhado num mármore cinza de Lartos, na ilha de Rodes, enquanto a deusa é de mármore branco de Paros. Por volta de 190 antes de Cristo, Rodes, uma potência naval, lutava ao lado de Roma contra as frotas de Antíoco III, rei dos selêucidas, e a estátua provavelmente agradecia por uma vitória no mar. Qual delas, e quem pagou pelo monumento, não se sabe.
