
A história
Franz Mayer chegou ao México vindo de Mannheim, na Alemanha, em 1905. Fez fortuna como financista e passou cerca de 50 anos colecionando prataria, cerâmica pintada, móveis, têxteis e livros. Tornou-se cidadão mexicano em 1933 e, em 1963, criou um fundo fiduciário para manter toda a coleção reunida para o país, que a herdou quando ele morreu, em 1975.
O museu que leva seu nome abriu em 1986 no antigo hospital de San Juan de Dios, um edifício colonial ao lado do parque da Alameda, no centro histórico da Cidade do México, restaurado para esse fim. Em torno do pátio, as salas reúnem quase 1.300 peças de prataria, muitas feitas para uso litúrgico, como cálices e turíbulos, e uma das maiores coleções de talavera de Puebla, a faiança do centro do México. A biblioteca guarda cerca de 800 edições do Dom Quixote.
As pinturas são menos numerosas, e algumas são de primeira linha. Jusepe de Ribera, o pintor espanhol que se fixou em Nápoles, está representado por sua Alegoria da visão, de uma série dos cinco sentidos que pintou em Roma por volta de 1615. A Partida de São Pedro Nolasco para Barcelona, de Francisco de Zurbarán, vem do ciclo que ele pintou no fim da década de 1620 para os frades mercedários de Sevilha.
